domingo, 25 de novembro de 2012

Boleiro lê. Boleiro escreve.

Um dos meus novos hábitos, ao abrir meus e-mails é dar uma olhada nos títulos que a página do UOL apresenta. É impressionante a quantidade de futilidades que são apresentadas. Questão de interesse de leitores. O que fazer? Mas uma matéria me chamou especial atenção. Um boleiro dado a leituras. Como tenho especial intenção em ajudar no processo de angariar adeptos para a leitura, me detive na matéria.

A matéria tratava de um zagueiro do Flamengo, Renato Santos. O jogador é apresentado como alguém de fala pausada, de palavras bem posicionadas em suas entrevistas e que é avesso às baladas. Portanto, um estranho na cultura do futebol. São buscadas explicações. 

O jogador conta que o seu diferencial é o interesse pela leitura, na qual foi iniciado pela sua esposa, sua primeira namorada, e professora na educação infantil. Diz que hoje até cotas ele se impõe: dois livros por mês, mas que dificilmente cumpre essa cota. Normalmente chega a um e meio. Isso tudo é tão estranho ao mundo do futebol, a tal ponto que, afirma ele, não gosta nem de falar sobre o tema, com medo de ser considerado um chato pelos colegas e lamenta ser uma excessão. Mas arrisca até uma opinião sobre o significado da leitura em sua vida: Quanto mais escutamos, interpretamos melhor e temos uma resposta melhor para os casos. E com isso respeitamos mais o espaço e as opiniões. O seu livro do momento é O Monge e o Executivo.

Curiosando um pouco mais, encontro outro jogador leitor. E mais, este até escritor é. Trata-se de Paulo André, zagueiro do Corinthians, que teve, inclusive, uma passagem pelo Atlético Paranaense. A sua iniciação com e leitura e a passagem pela escrita se deu pela soma de dois fatores: uma contusão e uma namorada, estudante de psicologia. A essa altura desua vida ele estava em Paris. Em Paris ele se tornou além de futebolista, escritor, filósofo e artista plástico. As suas leituras são bem mais sofisticadas e destaca Gabriel Garcia Marques e José Ingenieros entre os seus autores preferidos. Perguntado se o seu filósofo preferido era Platão, de quem leu O Banquete, ele responde que não, que essa posição é ocupada pelo existencialista francês Jean Paul Sartre.

O jogador ainda conta que, a partir de suas leituras, passou para a escrita, primeiramente através de um blog e deste para o livro. Creio que o seu destaque começou com o lançamento de seu livro, O Jogo da minha vida - histórias e reflexões de um atleta. O livro tem apresentação de um outro atleta, que confesso, esse sim me causou surpresa, Ronaldo, o fenômeno. Não imaginava que ele também estivesse familiarizado com o mundo das letras.

Ah se mudasse a cultura no mundo do futebol! Imagina se a leitura vira moda como ocupação entre os atletas e se esses desses mais atenção aos livros do que aos seus penteados e


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