sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Acidente na BR 376.

Mais um acidente para lamentar. Vítimas absolutamente inocentes. Me imaginei na situação, aí parado, ou trafegando lentamente. Uso esta estrada de vez quando para ir a Guaratuba e só não vou mais vezes por causa do medo. Precauções ajudam, mas nem sempre, como foi o caso de ontem. Eu sei que os acidentes acontecem por diversos fatores, destacando-se entre eles as falhas humanas e as falhas mecânicas. Mas uma questão a mais precisa ser colocada e é, única e exclusivamente por isso, que eu estou escrevendo. Existe no Brasil uma criminosa concepção de rodovias.

Na recente viagem para a Europa, eu observei já na Grécia, por onde começamos e isso se repetiu depois, tanto na Itália, quanto na Espanha que as estradas são muito diferentes das nossas. Existe uma outra concepção. As grandes estradas, as autoestradas, são retas e planas. Para isso existe a engenharia. Onde existem morros, se cavam túneis e onde há baixadas, se constroem elevados. Isso custa caro? É óbvio. Mas qual é o valor das vidas humanas? Além disso, essas estradas existem para se andar. Nada existe que possa impedir o fluxo. Para isso existem os acessos e as saídas.

No caso da BR 376 já foram feitas correções no seu leito, mas nada muito significativo e os locais de acidentes são muito conhecidos. O que fariam então os nossos governantes se fossem mais sensatos, na escolha de suas prioridades? Estradas mais seguras ou estradas mais baratas. Isso evitaria, em absoluto, o caso de acidentes? Claro que não. Mas com certeza que evitaria o luto e o choro de muitas pessoas.

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