segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Crime na Escola Sandy Hook.

Ocorreu na sexta feira, dia 14 de dezembro, mais uma tragédia/crime numa escola dos Estados Unidos. Desta vez a maioria das vítimas se constituiu de inocentes crianças com a idade de seis e sete anos. O crime está elucidado, mas não os seus motivos. Adam Lanza, um jovem de 20 anos mata, primeiramente, em casa a sua própria mãe. Depois se dirige à escola, onde mata, 20 crianças e mais seis pessoas adultas que trabalhavam na escola. Finalmente se suicida. O total de mortos chega assim a 28 pessoas. A escola se situa na cidade de Newtown, em Connecticut.

O mundo inteiro esbraveja contra o criminoso. Não adianta. Este não foi o primeiro e nem será o último crime do gênero. Que reflexões o fato nos enseja? Onde a organização da sociedade, pelas suas instituições, pode interferir nesse processo? Certamente não existe nenhuma possibilidade de policiar todos os ambientes públicos existentes no país e, mesmo assim, ainda sobrariam os privados. Nem existe a possibilidade de novos enlouquecimentos. Isso significa que nada poderá ser feito? Em absoluto. Creio que duas situações mereceriam uma atenção maior.

A primeira diz relação à saúde pública. Deveria haver mecanismos que detectassem desvios de comportamento. Sabemos que saúde pública não é o ponto forte dos americanos. O presidente Obama que o diga. Isso é coisa de comunistas! Esta tarefa cabe aos indivíduos e às suas famílias. A situação ainda precisa ficar muito mais grave para haver uma mudança de mentalidade.

A segunda questão é mais problemática ainda e, aparentemente, de mais fácil solução. Mas apenas aparentemente. O desarmamento. Quantas vezes o ser humano não age nos limites da irracionalidade. Portar uma arma nessa hora faz ou não faz diferença? Por que a sociedade americana não se desarma então? Sei que existem raízes históricas para isso. O indivíduo só se sente seguro, quando armado. 

O problema já está detectado há tempos. Agora é hora de ação. Obama discursou e chorou. Afirmou que medidas significativas deverão ser tomadas para impedir a ocorrência de novas tragédias, acenando para uma política de controle dos armamentos, um tema tabu para os americanos.

Lanza usou três armas no crime e, em seu carro tinha mais uma, junto com muita munição. Tudo comprado livremente, como se compra qualquer outra mercadoria. Existe nos Estados o lobby da Associação Nacional do Rifle, uma entidade com mais de quatro milhões de filiados, suficientemente forte para evitar qualquer legislação que afeta o porte e a compra de armas.

Lembro do filme de Michael Moore, tiros em Columbine e a saia justa que provoca com Charlton Heston, na discussão sobre a Associação. Moore é um dos mais ardorosos combatentes desta associação e já se manifestou, via twitter, sobre este novo episódio. Vejamos: A única maneira de honrar estas crianças é exigir uma regulamentação estrita das armas, um acesso livre aos cuidados psiquiátricos e o fim da violência como um programa de política pública. Assino embaixo.

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