segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

La La Lande. Cantando Estações.

Me sinto hoje uma pessoa bastante acomodada. Dificilmente alguém consegue me tirar da minha biblioteca e das minhas leituras. Encontro com amigos, algumas viagens, algum cuidado com a minha horta na chácara e idas ao cinema, me tiram do meu sossego. Já há dias eu estava disposto a ir ao cinema para ver o recomendado filme Eu Daniel Blake. Sempre gosto das primeiras sessões, tipo 13h30, sessões assistidas por raros quase solitários. Nem mesmo o barulho da pipoca incomoda.
Um musical muito romântico e lindo de ver.

Consultei os horários e cheguei ao cinema indicado, mas o painel não conferia com a programação que eu consultara. Os outros filmes em cartaz não me interessaram e fui a outro cinema nas proximidades. Vi a programação e La La Lande - Cantando Estações estava anunciado para as 13h50. Como este filme recebera sete globos de ouro e com bons prenúncios de Oscars, fui assisti-lo. Confesso que não gostei da elogiada cena inicial, da abertura do musical num engarrafamento de trânsito, na chegada dos artistas a cidade de Los Angeles. Coisas do humor americano.

Mas o filme rapidamente toma rumo, numa narrativa bem trabalhada e com uma trilha sonora maravilhosa que praticamente vale o filme, especialmente, pela presença do jazz.  Mas é um filme de entretenimento e, com grandes pretensões, como retomar o tempo dos grandes musicais como o Cantando na chuva. É um filme para românticos. Apesar de algumas dificuldades iniciais, os sonhos se realizam e ainda são recompensados pelo amor.

Dois jovens, Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz e Mia (Emma Stone) uma atriz iniciante, que trabalha em cafeteria, enquanto o sucesso não vem. Ele alimenta o sonho da preservação do jazz e ela quer escrever os seus próprios roteiros. Se sustentam mutuamente, enquanto os sonhos não se realizam. Mas o sonho acontece, se realiza, pois, quem tenazmente persegue objetivos, sempre os alcança. Afinal de contas é um filme americano. A direção é de Damien Chazelle, diretor de outro filme, Wiplash - em busca da perfeição, que também apresenta a mensagem da recompensa pelo esforço, tema sempre presente em palestras de motivação.

O filme foi muito bem recebido pela crítica que lhe dá quase todas as estrelas possíveis. Os elementos técnicos do cinema são muito bem aproveitados, uma boa sequência, uso das cores, do som e da trilha sonora. Seu diretor também é o seu roteirista. Os atores cumprem maravilhosamente seus papéis. Na premiação do Globo de Ouro bateu recorde de prêmios, sete no total. Estas indicações lhe abrem os caminhos para vários Oscars. Recebeu os Globos de Ouro de melhor filme, melhor diretor, melhor roteirista, melhor ator  e melhor atriz do gênero musical, trilha sonora e canção original, com city of stars, numa homenagem à cidade do cinema. O musical começa pelo seu título - LA LA LAnde.

Depois voltei ao outro cinema para ver Eu, Daniel Blake. O painel nem sequer estava mais funcionando. Fui comprar o ingresso e a senhora que me atendeu informou que a sessão tinha sido às 13h30 horas e que tinham tido problemas com o painel, tanto assim que ele parara até de funcionar. Humilde e contrito fui para casa. Quanto ao La La Lande, confirmo que é um belo filme de entretenimento, do gênero musical, mas que a minha preferência recai sobre outros gêneros. Por isso segunda feira sairei novamente do meu habitat preferido.

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