cultura, política e viagens __________________________________________________________________ "A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original" Albert Einstein
sexta-feira, 24 de abril de 2026
1964. A conquista do Estado. Ação política, poder e golpe de classe. René Armand Dreifuss.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
CASTELLO. A marcha para a ditadura. Lira Neto.
Passei por alguns contratempos. Cirurgia marcada para o dia 11 de fevereiro de 2026. A cirurgia seria simples. Em torno de uma hora e o serviço estaria concretizado. Em contraposição, a recuperação seria lenta, com dias intermináveis. Uma prótese de quadril. Na recuperação, muitas sessões de fisioterapia. A dependência pós cirurgia é quase total. Fiquei amparado na casa do meu filho, o Alexis, aonde permaneci até o dia 6 de abril, quando após uma consulta de revisão médica, retornei para casa e aqui para o meu posto. Tudo transcorreu sem dores. A todos os envolvidos, os meus melhores agradecimentos.
Castello - a marcha para a ditadura. Lira Neto. Companhia das Letras. 2020.
No preparo para a cirurgia e, especialmente para a recuperação, fiz a encomenda de alguns livros. Teriam que ser leituras simples, livros para serem lidos na cama. Eu teria que mudar um velho hábito meu. A leitura acompanhada por um caderno de anotações. O máximo que eu consegui foi o de anotar algumas páginas e o tema abordado. Entre os livros encomendados figuravam: Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, China - o socialismo do século XXI, de Elias Jabbour e Alberto Gabriele e Castello - a marcha para a ditadura, do grande Lira Neto. Pai Firmino, em visita ao enfermo, ainda me trouxe A milésima segunda noite da Avenida Paulista, de Joel Silveira, o primeiro que eu li. Leitura, por sinal, muito agradável.
Hoje é dia 25 de março, quase um mês e meio após a cirurgia. Terminei a leitura do livro do Lira Neto sobre o primeiro dos ditadores militares, da ditadura civil-militar, implantada no dia 1º de abril de 1964, mais militar do que civil. O golpe aplicado era para ser uma "correção de rumos" e duraria até o final do mandato de João Goulart, o presidente golpeado em razão de seu governo que propunha reformas de base, reformas estas, diga-se de passagem, que ainda estão para serem feitas. A "correção de rumos" visava exatamente impedir que estas reformas fossem transformadas em realidade. Esta é a centralidade da monumental obra de Lira Neto datada de 2004 e reeditada em 2019.
Recentemente li o livro do historiador Carlos Fico - Utopia autoritária brasileira - Como os militares ameaçam a democracia brasileira desde o nascimento da República até hoje. O livro, como vemos no subtítulo, mostra o comportamento dos militares ao longo de toda a história política brasileira. Uma espécie de missão salvífica paira no ar ao longo de toda esta história. Ela tem um passado que nos remete à Guerra do Paraguai e à Proclamação da República. Trago esta lembrança para chamar a atenção da primeira página que eu anotei, a página 77. Junto a ela eu anotei - Os tenentes - salvadores da pátria. Eis o texto: "Os conspiradores (os tenentes), que não tinham programa de governo elaborado ou mesmo manifestos políticos definidos, eram movidos pela ideia comum de que caberia aos militares a missão natural de "guardiões" das instituições nacionais. Consideravam que os destinos do país corriam perigo nas mãos dos "paisanos", tidos por eles como uma corja corrupta, movida por interesses pessoais inconfessados. Não hesitaram em assumir eles próprios, os militares, o papel de "salvadores" da Pátria, inaugurando a tradição que irá vigorar nos quartéis ao longo de toda a história republicana brasileira e, mais tarde, irá desaguar no golpe de abril de 1964". Página 77.
Lembrando que o tenentismo foi um movimento da década de 1920, 1922 de modo particular, que visava derrubar o presidente Epitácio Pessoa e impedir a posse do presidente eleito, Arthur Bernardes. Entre os tenentes figuravam nomes como Juarez Távora, Eduardo Gomes, Siqueira Campos, nomes que, por muitos anos continuariam presentes como protagonistas na nossa política. A frase citada já faz parte do tempo da biografia de Castello, quando o encontramos como um jovem tenente de 25 anos no 12º Regimento sediado em Belo Horizonte. O capítulo em que encontramos a citação tem por título - um tenente contra os tenentes. Mas o fato de ser contra não significou um ato de despolitização do futuro ditador, de não sentir o gosto pela política. Castello nasceu em Fortaleza em 1897 e morreu no dia 18 de julho de 1967, em acidente aéreo, nas proximidades de Fortaleza. Exerceu o poder entre 15 de abril de 1964 e 15 de março de 1967.
O livro de Lira Neto, o seu primeiro livro biográfico, passa longe de ser a obra de um iniciante. Ele é profundo e meticuloso e extremamente abrangente, envolvendo a estrutura e a conjuntura brasileira e mundial de toda um época, como deu para perceber com a nota acima citada, dentro do contexto de nossa República Velha. O livro tem 460 páginas, que, para serem lidas, precisam praticamente ser acompanhadas por uma lente de aumento das letrinhas. A vida de Castello é bastante conhecida, mas não os seus bastidores. Por isso antes de dar uma visão geral do livro, vou me ater a fatos que mais de perto mereceram a minha atenção.
Primeiramente quero destacar a enorme rede de picuinhas e intrigas da vida da caserna. Ciumeiras nas promoções, artimanhas nas transferências de quartéis e nas posições e postos estratégicos de comando. Inúmera páginas são dedicadas às intrigas entre ele, Castello, e o seu arqui-inimigo Costa e Silva. Nesse sentido merece especial atenção a disputa entre os dois pelo comando do processo "revolucionário". É uma luta entre os considerados "moderados" (Castello, Geisel) e os da "linha dura" (Costa e Silva, Médici). Por que atento para isso? Porque é um fato que permanece em nossa história. Basta lembrar o voto do então deputado Jair Bolsonaro, proferido na votação do impeachment da presidente Dilma, junto com uma homenagem ao famoso torturador da "linha dura", Carlos Brilhante Ustra. Esta divisão no exército tem raízes profundas.
O livro passa pela visão das entranhas do governo daquele que pretendia apenas concluir o mandato do presidente deposto, João Goulart, mas, que na verdade, abriu o caminho para A marcha para a ditadura. Castello abriu, pelos Atos Institucionais, o caminho para os militares da "linha dura", ou melhor, para Costa e Silva, para o AI-5 e para os "anos de chumbo", como o período ficou caracterizado em nossa história. Castello pavimentou o caminho para A marcha para a ditadura para, como lemos no epílogo do livro, em seu penúltimo parágrafo: "De 1964 a 1985, os generais ficaram 21 anos à frente do poder. Deixaram um saldo de cerca de 10 mil exilados, 7.387 acusações formalizadas por subversão; 4.682 cassados e cerca de 300 mortos e desaparecidos". Página 428.
Também não poderia deixar passar em branco o fato da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, nas campanhas da Itália, na tomada de Monte Castelo. Castello era um dos protagonistas brasileiros dessa expedição, de tanto heroísmo, como lemos nos livros de nossa história oficial, que, no entanto, teve inúmeras trapalhadas. Mas a minha atenção ao capítulo se dá por um outro motivo. Lutamos sob o comando do exército dos Estados Unidos, em uma aproximação dos comandantes dos dois exércitos. Essa aproximação será decisiva nos anos posteriores à Guerra. Os anos da Bipolaridade do mundo e da Guerra Fria. Como consequência dessa aproximação surge a Escola Superior de Guerra e a doutrina da Ideologia da Segurança Nacional. Esta doutrina, somada ao IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) e ao IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), órgãos da sociedade civil, foram fundamentos na formação da Opinião Pública favorável ao golpe. Também as medidas econômicas merecem um merecido destaque, como a desnacionalização da economia e a política de concentração de rendas.
Mas vamos à estrutura do livro: são nove capítulos, prefácio, prólogo e epílogo. Os capítulos tem por título passagens do hino nacional, em interação com o fato histórico abordado. Os capítulos são: Capítulo I. "As margens plácidas": infância e juventude (1897-1922); Capítulo II. "Um povo heroico": A rebeldia nos quartéis (1922-38); Capítulo III. "Filho teu não foge à luta": O Brasil e a Segunda Guerra Mundial (1939-45); Capítulo IV. "O sol da Liberdade": O frágil interlúdio democrático (1945-63); Capítulo V. "A Terra desce": O golpe contra a democracia (1963-64); Capítulo VI. "A clava forte": Os miliares no poder (1964-65); Capítulo VII. "És tu Brasil": À sombra da linha dura (1965); Capítulo VIII: "Entre outros mil": A Batalha da sucessão (1966-67). Capítulo IX. "À luz do céu profundo: A morte veio do ar (1967).
Vamos ainda à contracapa, uma parte do prefácio de Heloísa Starling: "Primeiro presidente da ditadura instaurada em 1964, Humberto de Alencar Castello Branco é um personagem-chave da história do Brasil contemporâneo. Seu curto mandato ainda hoje enseja reavaliações e revisionismos. Exercendo com habilidade e discrição o poder quase absoluto, Castello lançou as bases do regime de força que atormentou o país durante duas décadas. Ora visto como monstruoso e implacável, ora como tolerante e sensato, o estrategista do golpe civil-militar continua a levantar polêmicas, mas, contraditoriamente, sua trajetória tem sido pouco estudada. Em sua primeira grande biografia, agora em nova edição, Lira Neto apresenta uma visão abrangente e equilibrada sobre o homem, o militar e o político, munido da mais completa documentação já reunida sobre Castello. O autor da chamada trilogia Getúlio investiga em profundidade a vida e as lutas do general franzino que, sem disparar um tiro, derrotou inimigos e aliados na guerra sem quartel pelo poder máximo da República".
Deixo ainda dois posts, relacionados com o período do golpe: A Ideologia da Segurança Nacional e sobre as reformas de base do governo de João Goulart.
http://www.blogdopedroeloi.com.br/2020/11/a-ideologia-da-seguranca-nacional-padre.html e
http://www.blogdopedroeloi.com.br/2017/01/jango-conversa-com-joao-vicente-12-1.html
sexta-feira, 10 de abril de 2026
VALE A PENA SONHAR. Apolonio de Carvalho.
terça-feira, 7 de abril de 2026
EI, PROFESSOR. Frank McCourt.
Domingo (01.02.2026) foi um dia maravilhoso. Tive a oportunidade de receber na chácara um grupo de alunos, capitaneados pela Mari, formandos do ano de 2009, do curso Publicidade e Propaganda da Universidade Positivo. Muita empatia, memórias e gratas lembranças. Entre os temas das conversas, por óbvio, estava a Universidade Positivo e peculiaridades do curso. Lembramos de cursos de leituras, de Ler e Ver, entre outros assuntos. Na época tínhamos, no meu entendimento, um bom grupo de professores e uma coordenação extraordinária (Professora Eveline e depois o professor André Tezza).
A leitura sempre é um tema fascinante. Lembro que entre nós professores trocávamos muitas leituras e até a mesa que aglutinava os professores do curso se tornou conhecida. Eu particularmente trocava as leituras com o professor Ferrari e com o professor Rafael. Trago esta memória para dizer que terminei de reler Ei, professor, de autoria de Frank McCourt, que por trinta e seis anos exerceu a função de professor do ensino médio na cidade de Nova York, em diferentes colégios, dos mais populares até em um dos mais elitizados. O livro é um relato de suas experiências, escritas já no seu tempo de aposentadoria, e que foi laureado com o Prêmio Pulitzer. Este conteúdo transparece num diálogo que o professor mantém, quase ao final do livro com um aluno seu. Vejamos.
Ei, professor. Frank McCourt. Intrínseca. 2006. Tradução: Rubens Figueiredo. Prêmio Pulitzer."Senhor McCourt, o senhor tem sorte. O senhor teve uma infância infeliz e então tem um assunto para escrever. Sobre o que a gente vai escrever? A gente só faz nascer, ir para a escola, ficar de férias, ir para a faculdade, se apaixonar ou coisas assim, formar-se na faculdade, e começar uma carreira, casar, ter os dois vírgula três filhos em média de que o senhor vive falando, mandar os filhos para a escola, se divorciar como faz cinquenta por cento da população (Em outra passagem, o autor cita que o divórcio em Nova York é um esporte muito popular (Página 237), engordar, ter o primeiro ataque do coração, aposentar-se morrer.
Jonathan, essa é a mais lamentável sinopse da vida americana que já vi numa sala de aula do Ensino Médio. Mas você forneceu os ingredientes para se escrever o grande romance americano. Sintetizou os romances de Theodore Dreiser, Sinclair Lewis, F. Scott Fitzgerald" (Página 252). No capítulo 18, o Sr. McCourt dá a resposta. Transcrevo o capítulo por inteiro VOU TENTAR. E a tentativa se transformou num grande êxito literário americano.
Ao ver estes escritores, eu voltei a me lembrar de nossos círculos de leituras. Por eles eu entrei em contato com outro escritor, descritor da vida americana, Philip Roth. Dele lemos o maravilhoso A marca humana. E, depois li quase a sua obra por inteiro, ao menos no que diz respeito a seus livros traduzidos para o português. Ah sim! lembrando. O professor André Tezza, na qualidade de coordenador do curso, nos presenteou com o livro. Penso em relê-lo.
Antes de fazer alguns destaques, vamos a orelha do livro: "Agora, eis aqui o tão aguardado livro de McCourt no qual ele conta como seus 36 anos de carreira no magistério engendraram seu segundo ato como escritor (O primeiro - As cinzas de Ângela). Ei, professor é também um tributo pungente a todos os professores. Com uma prosa ousada e vivaz, em que se destaca seu humor irreverente, com uma franqueza tocante, McCourt registra as tentativas, os triunfos e as surpresas com que se deparou em escolas públicas na cidade de Nova York. Ao lançar mão de métodos que nada tem de convencionais. McCourt cria um impacto duradouro em seus alunos por meio de tarefas imaginativas (orienta uma turma a redigir "Um pedido de desculpas de Adão ou de Eva para Deus"), músicas (nas quais a lista de ingredientes de uma receita toma o lugar da letra original) e passeios (imagine levar 29 garotas agitadas para um cinema em Times Square!).
McCourt luta para encontrar o caminho correto nas aulas e consome as noites bebendo com escritores e sonhando em um dia pôr no papel sua própria história. Em Ei, professor, vemos McCourt demonstrando sua incomparável habilidade para contar uma história magnífica enquanto, cinco dias por semana, cinco aulas por dia, se esforça para prender a atenção e ganhar o respeito dos adolescentes indisciplinados, sobrecarregados de hormônios ou indiferentes. O periclitante casamento de McCourt, sua fracassada tentativa de obter um doutorado no Trinity College, em Dublin, e suas repetidas demissões causadas pela propensão a contestar os superiores acabam, ironicamente, por levá-lo a trabalhar na escola mais prestigiosa de Nova York, a Escola Secundária Stuyvesant, onde ele por fim encontra um lugar e uma voz. "A tenacidade", diz ele, "não é tão atraente quanto a ambição, ou o talento, ou o intelecto, ou o charme, mesmo assim foi o que me permitiu vencer os dias e as noites".
Para McCourt, contar histórias é em si mesmo a fonte da salvação e, em Ei, professor, a viagem para a redenção - e para a glória literária - é uma aventura muito divertida".
O livro tem 266 páginas. É dividido em três partes, mais um pequeno mas super interessante prólogo. Vamos aos títulos das partes, bastante auto explicativos: Parte 1. - O longo caminho até a pedagogia. Parte 2. - Um burro no meio dos espinhos. Um capítulo valioso sobre o que ocorre nas salas de aula. Os choques de gênero, geração, cultura e raça. Parte 3. - Renascendo na sala 205. Os seus êxitos na Escola de Stuyvesant.
No Prólogo McCourt praticamente se apresenta. Menino infeliz, nascido nos Estados Unidos, criado na maior pobreza na Irlanda e de volta aos Estados Unidos. É simplesmente maravilhosa a sua fala sobre a sua infância infeliz: "Eu poderia sair à procura de culpados. A infância infeliz não acontece à toa. Ela é criada. Existem forças sombrias. Se eu apontar culpados, o farei com um espírito de perdão. Portanto, perdoo às seguintes pessoas: ao papa Pio XII; aos ingleses em geral e ao rei Jorge VI em particular; ao cardeal Mac Rory, que dominava a Irlanda quando eu era criança; ao bispo de Limerick, que parecia achar que tudo era pecado; perdoo a Eamonn de Valera, ex-primeiro-ministro (cargo que os irlandeses chamam de Taoiseach) e presidente da Irlanda. O senhor de Valera era um fanático gaélico semi-espanhol (cebola espanhola num ensopado irlandês) que orientava os professores em toda a Irlanda a incutir em nós, à força, a língua nativa e a retirar de nós, à força, toda a curiosidade natural". O sublinhado é meu. Está já na primeira página.
Esta parte que sublinhei agitou minha memória. Fui à estante buscar uma biografia de Fellini - Fellini - uma biografia, de Túlio Kezich. Duas passagens sobre a infância dele: "Era uma criança como tantas outras, que fazia lindos desenhos, numa cidadezinha como tantas outras numa Itália ultra provinciana, oprimida de um lado fascismo e do outro pela Igreja" (Página 19). "É a mesma rebeldia de Richettino que persiste no jovem estudante, motivada pela impenetrabilidade do 'mundo dos adultos': a família de um lado, a escola do outro. Muitos foram esmagados por esta opressão. Na mesma página de Kafka, do qual já extraímos uma citação, lemos: 'Segundo minhas experiências, na escola como em casa faziam de tudo para apagar nossa peculiaridade'" (Página 25). E lembrando que no Ano de 2026 de nossa era cristã, em São Paulo e no Paraná existem escolas cívico militares. Eu defino estas escolas como O coturno pisando na poesia.
Da terceira parte existe uma passagem com a qual me diverti bastante. Sempre a citava nas aulas: "Quando eu debatia Retrato do artista quando jovem com minhas turmas descobria que eles desconheciam os Sete Pecados Capitais. Fisionomias perplexas na sala inteira. Eu escrevia no quadro: Orgulho, Avareza, Luxúria. Ira, Gula, Inveja, Preguiça. Se vocês não conhecem isso, como conseguem se divertir? (Página 201). E finalmente, uma coisa muito séria: A expectativa dos pais quanto à escola:
"Só sabem pensar em sucesso (Me permitam uma digressão - Eu assisti uma palestra motivacional em que a palestrante escreveu bem grande no quadro: $uce$$o. Disfarcei e me retirei) e dinheiro, diz Connie. Têm expectativas para seus filhos, muitas esperanças, e somos como trabalhadores numa linha de montagem colocando uma pecinha aqui e outra ali, até que o produto final saia prontinho para cumprir os desígnios dos pais e da empresa" (Página 240). E a CIDADANIA onde fica?
E para discutir um pouco mais a educação, recorro ao memorável professor Milton Santos:
http://www.blogdopedroeloi.com.br/2015/03/os-deficientes-civicos-milton-santos.html



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